quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Os emoticons talvez sejam o que há de mais intrigante neste mundo novo recém surgido da vida digitalizada, pois são eles a padronização de nossas reações, que, restritas a um número limitado, só têm seu espectro de possíveis ampliado se baixamos "pacotes" com carinhas novas e outros ícones. Mas e quanto àquelas sensações ainda sem margem e contornos? Sobrevivem em intensidade se capturadas por alguma dessas "figurinhas"? Se toda a graça de se apaixonar, por exemplo, está na experiência mesma de uma sensação nova, inesperada, resultante de um deslumbre que escapou a todo cálculo, nem imagino como serão os amores de amanhã.

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